Esta
pequena vila de outros tempos localiza-se num lugar ermo, escolhido estrategicamente para as populações verem o
inimigo a aproximar-se e mais facilmente se poderem defender. A seguir uma recriação:
Inserida
num espaço rural desde tempos remotos, a Cividade que vem já da Idade Médida,
prosperou devido a estar fortemente amuralhada e pela sua localização próxima
ao mar que possibilitava o comércio com as civilizações.
Como consequência, a Cividade de Terroso foi à época um importante povoado da cultura castreja do noroeste da península Ibérica (Portugal e Espanha).
Como consequência, a Cividade de Terroso foi à época um importante povoado da cultura castreja do noroeste da península Ibérica (Portugal e Espanha).
Este
comércio atraiu os olhares dos Romanos, fazendo com que a cividade e a cultura castreja
permanecessem no final da Guerra Lusitana ganha por Roma, através do assassinato à
traição de Viriato, líder lusitano que chefiava os interesses indígenas.
A população dedicava-se à agricultura, à pesca, ao pastoreio e trabalhos em
metais, têxteis e cerâmicas.
As
primeiras construções pétreas terão surgido a partir do séc. V AC seguindo na
generalidade um modelo circular, com ou mais frequentemente sem anexos
designados normalmente por caranguejos. Estas construções agrupavam-se em torno
de pátios normalmente lajeados, modelo que será mais tarde repetido no século
II AC.
Vestígios das casas segundo um modelo circular
Os castrejos praticavam a incineração de seus
mortos em fossas e posteriormente no exterior de suas casas.
A
ocupação da cividade por um período de mais de mil anos, desde os inícios da
Idade do Ferro até à romanização plena, fazem dela um lugar de exceção para o
estudo e compreensão de uma época.
Aqui viveram populações que foram evoluindo
e deixando um rasto material que nos permite conhecer o modo como viveram,
aproveitaram os recursos existentes, prosperaram e, finalmente, partiram,
abandonando este local.
A
Cividade de Terroso uma das mais emblemáticas estações arqueológicas da Idade
do Ferro do Noroeste Peninsular, está classificada pelo Instituto Português do
Património Arquitectónico (IPPAR) como Imóvel de Interesse Público desde 1961.


